O poder da elegância e como usá-la a seu favor

Muito se falou em etiqueta, classe e se portar bem diante dos outros. Porém, existe um detalhe nisso. Os atos são mais verdadeiros quando fazemos sem pensar, sem ter de controlá-los a cada segundo, assim realmente somos como fazemos as coisas. Tudo é autêntico, ser autêntico tem sido difícil de ver, pois as pessoas estão sempre pensando nos outros, em agradar ou no que vão pensar diante da sua atitude e se esquecem de ser. Apenas ser, como são.


Agora vamos falar sobre elegância, ao digitar essa palavra no Google, o significado é disposição marcada pela harmonia e leveza nas formas, proporção das partes e no movimento e bom gosto. Porém essa explicação parece incompleta quando aplicada ao comportamento.

A meu ver, Martha Medeiros, jornalista e escritora gaúcha, foi muito hábil ao escrever esse texto que deveria ser lido por toda e qualquer pessoa. O mundo poderia ser melhor, se todos levassem essas palavras como mantra em suas vidas.

A elegância do comportamento

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca-a-boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para fazê-lo…

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

É elegante a gentileza; atitudes gentis falam mais que mil imagens…

Abrir a porta para alguém? É muito elegante.

Dar o lugar para alguém sentar? É muito elegante.

Sorrir, sempre, é muito elegante e faz um bem danado para a alma…

Oferecer ajuda? Muito elegante.

Olhar nos olhos ao conversar? Essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso.

E, detalhe: não é frescura.”

Martha Medeiros

 

Como ser mais elegante?

A dança do ventre é uma forma de expressão que presa muito pela elegância, e permite desenvolver movimentos fluidos e graciosos. “Quem dança qualquer estilo de dança adquire mais consciência corporal, por isso é fundamental para o acabamento da dança. Por meio dessa consciência, a pessoa assume uma nova postura e uma nova expressão corporal. Acho que a mulher que pratica dança do ventre se movimenta no dia a dia de modo mais gracioso e elegante. Essa elegância se revela na maneira de sentar, cruzar as pernas, mexer as mãos e outros gestos”, explica a professora de dança do ventre do Instituto de Cultura Árabe-Brasileira (ICAB), Jade Bellydance.


Ela ressalta também a importância de se ter elegância não só na dança, mas na vida como um todo. Para ela, a elegância está ligada à educação. “A pessoa bem educada, que respeita os outros, é muito elegante e tem as portas das oportunidades abertas para ela”, explica.

Sobre a autora Thaís Betat

Thaís Betat escreveu 66 post neste site.

Jornalista, estudante de pós graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, criadora e escritora do site: https://www.thaisbetat.com

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