Mensagens contra o preconceito com dona de casa aumentam na internet

Este ano, se intensificou a quantidade de postagens em redes sociais e mensagens na internet visando diminuir o preconceito com relação à dona de casa. O tema ainda gera discussões e divergências. Nos anos 50 e 60 era além de muito comum a mulher não trabalhar fora e ficar em casa cuidando da casa e dos filhos, era muito incentivada por meio de filmes a ter essa atitude.

Para Patrícia Brandão, mãe de dois filhos e dona de casa em tempo integral, a mulher ficar em casa traz mais qualidade de vida para a família, tendo em vista que sem o estresse da dupla jornada de trabalho, pode-se preparar refeições com mais qualidade e manter uma casa mais arrumada e limpa. Ela diz que apenas viram pontos positivos após decidir, juntamente com o marido, que ela deveria ficar em casa e deixar seu emprego de meio período. Eles concordaram que os filhos precisavam de mais atenção da mãe. “E pelo menos não tem concorrência com o marido de quem ganha mais, quando se é dona de casa”, comenta Patrícia.

Nos dias de hoje, existe uma maior abertura e viabilidade para a mulher trabalhar e contribuir com a renda da família. A mãe de duas filhas, Vânia Betat, desde criança foi incentivada, principalmente, pela sua mãe que é dona de casa de que ela deveria evoluir e conseguir seu próprio sustento através do trabalho.


“O trabalho é uma coisa importante, porque ficar dependendo de alguém para o seu sustento, é um pouco complicado nos dias atuais, em que o individualismo impera”, diz ela. Para ela, até os anos 80, a maioria das pessoas pensavam em se casar para a vida toda, então tinha mais segurança quanto a renda. O que, hoje, mudou, segundo Vânia. “Você precisa ter um casamento muito estável, muito seguro para hoje optar por ficar em casa”, completa.

“Também é um trabalho bastante demandado, mas a pessoa não pode deixar de buscar o seu nível cultural: lendo, se atualizando, trocando ideias com outras pessoas, etc. Porque se não, a pessoa acaba emburrecendo. Quando ela se mantém atualizada, não é nenhum problema ficar em casa”, levanta a questão Vânia.

Preconceito com a mulher

Nos anos 50 e 60, muitos filmes além de retratarem bastante a mulher como dona de casa, ainda incentivavam que a mulher tivesse um conhecimento sobre a economia doméstica. Hoje, o que acontece é o oposto, o grande “incentivo” é que as mulheres saiam para trabalhar assim como os homens e busquem a igualdade entre os sexos.

Para Vânia, a mulher que é dona de casa é desvalorizada pela questão do capitalismo, em que quem não tem dinheiro, não é ninguém. “A não valorização viria então, para ela mais pela questão do dinheiro e não pelo trabalho exercido em si. Ainda existe preconceito com relação a isso”, explica.


Sobre a autora Thaís Betat

Thaís Betat escreveu 66 post neste site.

Jornalista, estudante de pós graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, criadora e escritora do site: https://www.thaisbetat.com

Comentários no Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *