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Dança do ventre melhora autoestima e desperta sensualidade, afirma professora

As danças em geral são praticadas com o intuito de desenvolver o corpo e são uma forma de praticar esportes. No entanto, existe uma dança que faz muito mais do que isso, ajuda a despertar a feminilidade e melhorar a autoestima e esta é a dança do ventre. É o que explica a bailarina e professora de dança do ventre, há mais de vinte anos, Jade Gajardone, mais conhecida como Jade Belly Dance, ao dizer que esta dança ajuda a mulher ter maior consciência de si mesma, não só consciência corporal, mas também em todos os outros aspectos do seu ser. A professora dá aulas no Instituto de Cultura Árabe Brasileira no Distrito Federal (ICAB), para alunas iniciantes e intermediárias.



Para ela, toda mulher devia aprender a dança do ventre, pois ela passa a se sentir mais confiante, linda e poderosa. “A dança do ventre “obriga” a pessoa a se esforçar para encontrar sua sensualidade, sua beleza, sua individualidade; obriga porque sem essas coisas, a dança não acontece”, explica.

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Preconceito

Naturalmente, ao ver uma bailarina praticando esta dança, os olhares mais “pervertidos” podem interpretar mal os movimentos, mesmo assim, para a professora o preconceito tem diminuído muito nos últimos 20 anos. “Acho que o preconceito que existe hoje e que nós professoras precisamos combater é o de que a dança não seja uma arte que deva ser estudada e pesquisada. Nós professoras e bailarinas profissionais temos obrigação de valorizar esta arte através do estudo, mostrando para as pessoas que dança do ventre é muito mais do que ‘rebolar e ser sexy’”, conta.

A dança do ventre é uma das danças mais antigas do mundo. Os principais registros são de imagens encontradas no antigo Egito. Antigamente, a dança do ventre fazia parte de rituais egípcios para os deuses trazerem chuva, protegerem o povo, realizarem desejos e até auxiliar na fertilidade das mulheres.
Jade acredita que a dança deve emanar sensualidade e principalmente elegância, dessa forma, evita-se qualquer mal entendido por parte da platéia, principalmente, masculina. “Faço questão de valorizar esta arte e o poder feminino verdadeiro, o poder do respeito, da liberdade, da paixão e do amor. As mulheres devem expressar seu amor por qualquer coisa ou pessoa, mas sempre com dignidade!”.

A professora afirma que sempre foi tímida e tinha dificuldade de se expressar, contudo, após conhecer a dança do ventre, se encontrou. Ela sempre esteve envolvida com danças: jazz, dança de rua, dança de salão, samba e ballet (atualmente).

Homens na dança do ventre

“Eu, pessoalmente, acredito que a dança do ventre é realmente uma dança muito feminina e, por isso, acho que um homem dançando causa um pouco de estranhamento. Contudo, conheço homens que dançam maravilhosamente bem. Já fiz aula com vários, inclusive. Este é um tema polêmico”, afirma.

Com relação aos árabes, o povo que introduziu a dança do ventre, não são admitidos homens dançando esse estilo. Para eles, há as danças folclóricas, típicas de cada país árabe.

Árabes vs. Brasileiros

Existe muita diferença na forma que o público árabe encara a dança comparado ao brasileiro. Segundo a professora, os dois querem ver a beleza da dança, no entanto, a interação com a bailarina é diferente.

“Lá eles esperam muita interação da bailarina com o público. Eles conhecem as músicas, entendem as letras. O público árabe espera ver a interpretação da música, os sentimentos, o que importa é a dança (sem nada, sem acessórios…)”, diz.

No Brasil e no mundo ocidental de modo geral, as pessoas não conhecem a fundo e, geralmente, não falam árabe. Então, querem ver a variedade de performances: acessórios, espada, véu, snujs (instrumento usado na dança), danças típicas. Esperam ver uma dança mais performática, também.

Sobre a autora Thaís Betat

Thaís Betat escreveu 66 post neste site.

Jornalista, estudante de pós graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, criadora e escritora do site: https://www.thaisbetat.com

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