Comunicação: como entender qualquer pessoa?

Estudo comunicação por paixão própria. Tenho um interesse sincero em entender as dinâmicas da comunicação tanto virtualmente quanto no “cara a cara”, e para isso estou sempre fazendo minhas pesquisas pessoais em cada caso que observo e que me chama a atenção. A bola da vez é o fato de as pessoas, no geral, não estarem se entendendo (no sentido amplo do termo) e muitas vezes, consequentemente, não se ouvindo.

Esse tema tem me chamado a atenção há um ano, pelo menos. Sabe a conexão, o brilho no olho, a sensação de ser totalmente compreendido pelo outro? Estou sentindo cada vez menos quaisquer dessas coisas. Isso é preocupante.



Por que será que as pessoas não estão se entendendo? A “conexão” virtual aumentou com a internet e a real? A troca de energias, amizade, lealdade, amor onde estão? Para haver comunicação, é necessário que haja um emissor (quem manda a mensagem), um receptor (quem recebe a mensagem), uma mensagem (o que se é dito) e um canal (qual é o meio que é usado para passar a informação) e ainda existem os ruídos (as interferências ou falhas na comunicação). O problema maior, atualmente, é, provavelmente, o aumento de ruídos.

Com as tecnologias atuais não se tem como alegar problemas na hora de propagar a mensagem, já que a além de mais rápida e mais fácil de se constatar sua confirmação, ainda está mais barato. Esse pontos são verificados com aplicativos de troca de mensagens como Whatsapp. Antes, se passava dias em função de letras escritas numa carta chegarem ao destinatário, sabe-se lá quando…

Percebe a facilidade? Mesmo assim, essa facilidade não necessariamente, significa eficiência. Agora vamos para a hipótese do problema estar nos ruídos: pouco se fala sobre os ruídos em si. Penso que eles podem ser de todo tipo: linguagem, semântica, contexto, vivência, experiência, entre outros.

Num mundo em que quase ninguém ouve ninguém aumenta-se a importância de dialogar, de tentar entender como funcionam as cabeças que pensam diferente de você. Na verdade, tentar entender como os outros funcionam deve ser entendido tanto como passatempo quanto necessidade. Afinal, o ser humano é um ser social e por isso, precisa socializar com as pessoas. Cada um pode escolher seu objetivo na vida, seja encontrar um amor, se entender com a família, conseguir e manter um grande amigo seja ter mais sucesso e influência no trabalho.Entretanto, todos esses objetivos perpassam pela comunicação e pelo entendimento mútuo. Precisamos encarar isso. “Não dá para não comunicar”, assim como afirma o pesquisador Gregory Bateson (2004).
Gosto desse trecho:

Tudo a nossa disposição para que possamos comunicar, mas não nos comunicamos. Ou, então, fingimos comunicar, aceitamos que uma troca de mensagens por computador já é um diálogo, que o fato de transmitirmos nossa cara por câmera fotográfica doméstica é estar junto com o outro. (Ciro Marcondes Filho em seu livro “Até que ponto, de fato, nos comunicamos?: uma reflexão sobre o processo de individualização e formação”, 2004).

Mas, então, o que fazer para melhorar a forma que comunicamos? Penso que primeiramente, é preciso ter o interesse real em entender o outro e interagir com o próximo. Também, é preciso ter paciência, consideração, perguntar o que a pessoa quer dizer, entender seu contexto, e até não levar tão a sério cada palavra em si. Estudar (ler sobre o assunto e os significados no dicionário das palavras), ouvir (focar a maior atenção possível no outro), perguntar (conferir se o outro entendeu exatamente o que se quis passar) e insistir na interação profunda (troca de ideias e pensamentos) com o outro.
Isso é o que eu tenho feito no meu dia a dia e o que, até o momento, concluí após escrever esta monografia, clique aqui para baixar grátis.

Sobre a autora Thaís Betat

Thaís Betat escreveu 66 post neste site.

Jornalista, estudante de pós graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, criadora e escritora do site: https://www.thaisbetat.com

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