9 razões para não ouvir o outro

Muitas vezes não entendemos o motivo de as pessoas não nos ouvirem e por isso cometerem erros no trabalho, discussões entre amigos ou DR’s (discutir a relação) nos relacionamentos. Diversos problemas podem ser ao menos minimizados quando tomamos consciência dos possíveis motivos. Achei um livro, essa semana, que elenca os nove principais motivos para uma pessoa não ouvir a outra. O livro: Gestão de Pessoas- Enfoque nos papéis profissionais, do Antonio Carlos Gil, da editora Atlas, 2001.



1. Desinteresse

Esse é bem fácil de perceber, as pessoas geralmente, quando estão desinteressadas pelo assunto em discussão demonstram com a linguagem corporal. Já viu quando a pessoa começa a olhar para baixo ou para o “horizonte” ou quer mudar de assunto ou bate ritmadamente os pés no chão ou pega o celular? Todos esses são sinais visíveis de desinteresse. Quando isso acontece as pessoas tendem a parar de ouvir e se “desligar”, mesmo que ainda esteja presente fisicamente.

2. Avaliação prematura

“É muito comum a situação em que uma pessoa ouve atentamente o início de uma mensagem e acredita estar em condições de avaliá-la globalmente. Quando isso acontece, essa pessoa tende a prestar menos atenção no desenvolvimento da mensagem. Pode ocorrer, entretanto, que ao longo de seu desenvolvimento o sentido da mensagem se altere, sensivelmente. Neste caso, a compreensão da mensagem não concordará, certamente, com o significado pretendido pelo emissor”, explica o autor.

3. Preocupação com a resposta

Atualmente, com as redes sociais e novas tecnologias, acredito que este ponto tenha aumentado sua inconsciente adesão. Tendo em vista que, cada vez mais, precisamos dar respostas imediatas, acabamos por perder parte da mensagem do emissor. Algumas pessoas procuram, à medida que ouvem, ir preparando a resposta. E por estarem tão preocupadas com a própria resposta, param de prestar atenção a certas partes da mensagem. Assim, a retenção fica prejudicada. Isso pode se configurar, em minha análise, por um certo “individualismo generalizado”, já que, cada vez mais, as pessoas estão focando os olhares para si mesmas.

4. Crenças e atitudes

Esse ponto trata das opiniões e como as pessoas se sentem com determinados assuntos. Segundo o autor, as pessoas tendem a valorizar determinados tipos de comportamento e envolver-se emocionalmente em discussões. “Quando crenças mais arraigadas são objeto de crítica, podem sentir-se ofendidos e mesmo ameaçados. Assim, ouvir certas coisas pode ser perigoso, já que contribui para prejudicar a auto-imagem”.

5. Reação ao emissor

O sotaque, a gesticulação, o modo de se vestir e uma série de outros fatores relacionados a pessoa que fala podem se tornar ruídos para a comunicação, que deixa de ser eficiente. Por isso, nem sempre somos capazes de ouvir o que os outros dizem.

6. Preconceitos e estereótipos

Frequentemente, os preconceitos podem impedir que sequer a pessoa tenha chance de falar. Ao pensar na maneira de ser da pessoa, as outras antecipam o que ela possa ter a dizer ou simplesmente a descartam. Acaba que, supõe-se que tais pessoas não têm qualquer coisa importante para dizer. Na maioria das vezes, não passa de um equívoco e, por vezes, insulto ao próximo.

7. Experiências anteriores

Tudo que se ouve passa por um tipo de filtragem e análise por meio das experiências pessoais, necessidades e formação. Por isso, o que se ouve na realidade é o que as mentes dizem que a pessoa disse, pois todos têm ideias preconcebidas sobre os assuntos, ou seja, “prontidão para receber”. Diante disso, é fácil entender porque muitas mensagens são distorcidas e filtradas, causando problemas de comunicação.

8. Atribuição de intenções

O receptor quer “ler nas entrelinhas” da mensagem que é passada. Dessa forma, podem ser criadas atribuições falsas e dificultam o contato profundo com o outro.

9. Comportamento defensivo

“Quando o receptor encara as afirmações do emissor como acusações ou críticas a ele, suas respostas poderão assumir a forma de autodefesa, caracterizando-se pela justificativa, agressividade, ironia etc”, explicita o autor.

Sobre a autora Thaís Betat

Thaís Betat escreveu 66 post neste site.

Jornalista, estudante de pós graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, criadora e escritora do site: https://www.thaisbetat.com

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